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    GLOSSÁRIO

    O que cada termo significa, sem jargão.

    O mercado financeiro usa muita sigla, e boa parte dela esconde uma ideia simples. Reunimos aqui os termos que aparecem no site, explicados para quem não trabalha no setor.

    alçada

    Limite de valor que um usuário pode aprovar sem depender de outra pessoa. Em contas empresariais, define quem autoriza cada faixa de pagamento e é o principal controle contra erro e desvio interno.

    Também chamado de: quem pode aprovar, limite de aprovação.

    AML

    Anti-Money Laundering. Conjunto de controles que monitoram transações para identificar movimentação suspeita de lavagem de dinheiro, com obrigação de reporte às autoridades. É exigência regulatória para qualquer operação financeira.

    Também chamado de: prevenção à lavagem de dinheiro, antifraude.

    antecipação de recebíveis

    Operação em que a empresa adianta valores que tem a receber, pagando uma taxa por isso. É usada para resolver o descasamento entre vender e receber, e substitui o empréstimo bancário porque a garantia é a própria venda já realizada.

    Também chamado de: receber antes do prazo, antecipar o dinheiro das vendas, adiantamento.

    averbação

    Ato de registrar o contrato de crédito consignado junto ao empregador ou órgão pagador, autorizando o desconto da parcela. Sem averbação, o desconto não acontece e a garantia da operação deixa de existir.

    Também chamado de: registrar o desconto em folha.

    BaaS

    Banking as a Service. Modelo em que uma instituição financeira licenciada oferece a própria infraestrutura e autorização regulatória a empresas parceiras, permitindo que elas ofereçam conta, Pix e crédito com a própria marca sem se tornarem, elas mesmas, um banco.

    Também chamado de: banco como serviço, usar a licença de outro banco.

    Barter

    Operação de troca em que a revenda ou a trading entrega insumos ao produtor no plantio e recebe o pagamento em produto na colheita. Responde por cerca de 30% da receita das revendas agrícolas e existe porque o crédito bancário não acompanha o ciclo da safra.

    Também chamado de: troca de insumo por safra, pagar com a colheita.

    BNPL

    Buy Now, Pay Later. Modalidade em que o consumidor leva o produto e paga em parcelas sem usar o limite do cartão de crédito. A análise acontece no próprio checkout, em segundos, e alcança quem não tem cartão ou está sem limite disponível.

    Também chamado de: compre agora pague depois, parcelar sem cartão, pagar depois.

    capital de giro

    Recurso que a empresa precisa ter em caixa para pagar fornecedor, folha e aluguel enquanto aguarda o dinheiro das vendas entrar. Quando a venda é recebida em trinta dias e as contas vencem em trinta dias, qualquer descasamento vira aperto.

    Também chamado de: dinheiro em caixa, fôlego financeiro.

    CCB

    Cédula de Crédito Bancário. Título que formaliza a dívida em uma operação de crédito. Por ser negociável, permite que a instituição venda a carteira a um fundo e recupere o capital para emprestar novamente.

    Também chamado de: contrato do empréstimo.

    conciliação

    Processo de cruzar o que foi vendido com o que foi efetivamente recebido, identificando divergências. Feito manualmente, consome dias por mês e costuma deixar passar diferenças que viram prejuízo aceito.

    Também chamado de: bater o caixa, conferir os recebimentos.

    consignado

    Modalidade de crédito em que a parcela é descontada da folha de pagamento antes de o salário chegar ao trabalhador. Por essa garantia, tem juros bem menores que o crédito pessoal e alcança quem não passaria em uma análise tradicional.

    Também chamado de: desconto em folha, empréstimo no contracheque.

    CPR

    Cédula de Produto Rural. Título em que o produtor se compromete a entregar uma quantidade de produto na colheita, ou o valor equivalente, servindo de garantia para financiar o plantio. É o instrumento que viabiliza boa parte do crédito agrícola brasileiro.

    Também chamado de: usar a safra como garantia, financiar o plantio.

    CT-e

    Conhecimento de Transporte eletrônico. Documento fiscal que registra a prestação de um serviço de frete, com valor e prazo de pagamento. Serve de comprovação para antecipar o valor antes de o embarcador pagar.

    Também chamado de: nota do frete.

    D+0

    Notação de prazo de liquidação. D+0 significa que o valor fica disponível no mesmo dia da transação, como acontece no Pix. D+30 significa trinta dias depois, prazo comum em venda parcelada no cartão.

    Também chamado de: recebimento no mesmo dia, dinheiro na hora.

    D+30

    Prazo de liquidação de trinta dias, comum em vendas no cartão de crédito. O lojista vende hoje e só pode usar o valor um mês depois, o que costuma ser a principal causa de aperto de capital de giro no varejo.

    Também chamado de: receber em 30 dias, prazo do cartão.

    escrow

    Conta de custódia que retém o dinheiro até o cumprimento de uma condição, como a confirmação de entrega. Protege comprador e vendedor em transações entre partes que não se conhecem, e é comum em marketplaces e em operações estruturadas de crédito.

    Também chamado de: conta garantia, conta de custódia, dinheiro retido.

    FIDC

    Fundo de Investimento em Direitos Creditórios. Estrutura que adquire recebíveis ou carteiras de crédito de uma instituição, dando a ela capital imediato para originar novas operações sem depender apenas do próprio balanço.

    Também chamado de: fundo de recebíveis, vender a carteira.

    float

    Ganho obtido sobre o saldo que permanece em conta entre a entrada e o uso do recurso. Bancos e plataformas remuneram esse dinheiro parado, e essa é uma das principais fontes de receita de quem opera contas de pagamento.

    Também chamado de: rendimento do saldo, dinheiro parado rendendo.

    glosa

    Recusa total ou parcial, por parte da operadora de saúde, do pagamento de um procedimento faturado pelo prestador. Acontece por divergência de código, falta de documentação ou interpretação de contrato, e é rotina no setor, não exceção.

    Também chamado de: convênio não pagou tudo, recusa do plano de saúde.

    intercâmbio

    Parcela da taxa de uma transação com cartão destinada ao emissor. É a principal fonte de receita de quem emite cartões, e é por isso que empresas passaram a lançar cartões com a própria marca.

    Também chamado de: receita do cartão.

    KYB

    Know Your Business. Verificação da existência e da regularidade de uma empresa, incluindo quadro societário, antes de habilitá-la a operar. É o equivalente do KYC para pessoa jurídica.

    Também chamado de: verificação de empresa, validação de CNPJ.

    KYC

    Know Your Customer, o conjunto de verificações de identidade exigidas para abrir conta ou conceder crédito. Inclui validação de documento, foto e checagem em bases oficiais, e é obrigatório por regulação para prevenir fraude e lavagem de dinheiro.

    Também chamado de: verificação de identidade, validação cadastral.

    MDR

    Merchant Discount Rate, a taxa descontada de cada venda paga com cartão. É cobrada pela adquirente, a empresa que processa a maquininha, e costuma ficar entre 2% e 4% do valor da compra. Em uma venda de R$ 200 com MDR de 3%, o lojista recebe R$ 194.

    Também chamado de: taxa da maquininha, taxa do cartão, taxa da maquineta.

    Open Finance

    Regulação do Banco Central que permite ao cliente autorizar o compartilhamento dos próprios dados financeiros entre instituições. Viabiliza portabilidade de crédito, agregação de contas e análise com informação que antes ficava restrita a um único banco.

    Também chamado de: compartilhar dados bancários, portabilidade.

    split

    Divisão de um pagamento entre mais de um destinatário no instante da liquidação. Em um marketplace, a venda já chega repartida entre o vendedor, a comissão da plataforma e os tributos retidos, sem que ninguém precise calcular e repassar depois.

    Também chamado de: dividir o pagamento, repasse automático, rateio.

    white label

    Produto desenvolvido por uma empresa e vendido sob a marca de outra. No caso do Finfy, a instituição contrata a plataforma e entrega ao cliente final um aplicativo, um internet banking e um backoffice com a própria identidade visual, sem qualquer menção ao Finfy na interface.

    Também chamado de: marca própria, com a minha marca, sob a minha marca.